Nem toda “subaqueira” é falta de banho: a alimentação influencia

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Tomar banho todos os dias, usar desodorante e ainda assim sofrer com o famoso "cecê". A situação é mais comum do que parece e nem sempre está ligada à falta de higiene. Em muitos casos, o mau cheiro nas axilas tem relação com a ação de bactérias na pele e até com o que vai parar no prato. Segundo a dermatologista Maíra Machado, uma das principais confusões é acreditar que todo mau odor está relacionado ao excesso de suor. Na verdade, existem duas condições diferentes: a hiperidrose, caracterizada pela transpiração excessiva, e a bromidrose, que é o odor forte causado pela decomposição do suor por bactérias e fungos presentes na pele. "Uma pessoa pode suar muito e não ter odor nenhum. Da mesma forma, alguém pode transpirar pouco e apresentar um cheiro forte. As duas condições podem acontecer juntas, mas são problemas diferentes e exigem tratamentos diferentes", explica. A médica destaca que o suor produzido pelo corpo é praticamente sem cheiro. O odor aparece quando microrganismos que vivem naturalmente na pele metabolizam esse suor e liberam substâncias responsáveis pelo conhecido "cecê". Por isso, o problema não pode ser resumido apenas à higiene. “As causas da hiperidrose costumam ser hormonais, psicológicas ou fisiológicas. Já a bromidrose está mais associada à colonização por microrganismos, uso de certos medicamentos, alimentação e tabagismo”, destaca. Além das bactérias, alguns hábitos também podem influenciar no cheiro corporal. “Alguns alimentos, como alho e cebola, também podem alterar o odor corporal. Ou seja, é bem comum eu ver na clínica pacientes com ótima rotina de higiene que mesmo assim sofrem com o problema”, pontua. Quando o cheiro persiste mesmo após banhos frequentes, troca de desodorante e outros cuidados, o recomendado é procurar um dermatologista. Segundo a especialista, insistir apenas em soluções caseiras costuma gerar frustração e pode até afetar a autoestima e a vida social da pessoa. O tratamento depende da causa. Por isso, o primeiro passo é identificar se o paciente apresenta hiperidrose, bromidrose ou as duas condições ao mesmo tempo. A partir desse diagnóstico, podem ser indicados desodorantes específicos, antibióticos tópicos ou orais e até aplicação de toxina botulínica para controlar o suor excessivo. A médica também chama atenção para a roupa, um detalhe que passa despercebido por muita gente. Se uma camiseta continua com cheiro forte mesmo depois de lavada, ela pode estar colonizada por microrganismos responsáveis pelo mau odor. Nesses casos, a substituição da peça pode ser a melhor solução. “Tecidos de algodão costumam ser mais indicados que sintéticos, porque favorecem menos a proliferação de bactérias”, afirma. Para pessoas mais sensíveis, reduzir o consumo de alimentos como alho e cebola também pode ajudar a diminuir o cheiro corporal. "Na maioria dos casos existe tratamento. O importante é entender que nem sempre é falta de banho e que procurar ajuda médica pode fazer toda a diferença", finaliza. Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial , Facebook e Twitter . Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui) . Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News .

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