Em frente à banca, paixão pelo futebol forma amizades e ajuda a realizar sonhos

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A paixão pelo futebol vai além dos gramados durante a Copa do Mundo. Em Campo Grande, a tradicional troca de figurinhas do álbum oficial tem reunido famílias, colecionadores e crianças todos os finais de semana na Banca Modular, localizada na Rua Antônio Maria Coelho, 2641. O encontro, organizado aos sábados e domingos, reúne pessoas que buscam completar o álbum, fazer novas amizades e manter viva uma tradição que atravessa gerações. Entre os frequentadores está o estagiário de Direito Nicolás Santos, de 22 anos, que participa dos encontros desde a Copa de 2014. Segundo ele, a troca de figurinhas é um momento aguardado durante os quatro anos de espera pelo Mundial. "Eu e meu pai esperamos os quatro anos só para vir para a troca e reencontrar a turma. Desde 2018 a gente participa aqui na Banca Modular e é uma alegria muito grande encontrar as pessoas e ajudar quem está tentando completar o álbum", conta. Além de trocar e vender figurinhas avulsas, Nicolás destaca a satisfação de ajudar principalmente as crianças. "Minha maior felicidade é quando consigo completar o álbum de uma criança. Às vezes falta só uma figurinha e eu nem vendo, dou de presente. É muito gratificante." Ele lembra ainda que completar o álbum apenas comprando pacotes pode pesar no bolso. Segundo seus cálculos, o custo pode ultrapassar R$ 1 mil, tornando as trocas uma alternativa econômica e divertida. Para o servidor público João Paulo Matos, de 42 anos, o hobby fortalece os laços familiares. Ao lado dos filhos gêmeos João Lucas e João Davi, de 9 anos, ele mantém uma tradição iniciada ainda na infância. "Quando eu era criança as figurinhas ainda eram coladas com cola. Hoje transmito essa cultura para meus filhos. A cada Copa a gente vem participar porque aproxima a família e eles também levam essa experiência para a escola, conversando e trocando figurinhas com os amigos", afirma. O advogado Tiago Mendonça Paulino, de 44 anos, veio do interior para levar a filha Luisa Paulino, de 11 anos, ao evento. Para ele, a experiência vai muito além da coleção. "É um momento de interação entre as crianças. Não é só comprar figurinhas, é aprender a trocar, conhecer pessoas e até aprender mais sobre os países, as bandeiras e as seleções. Os pais acabam aprendendo junto também." Apaixonada por futebol e praticante de futsal, Luisa diz que as trocas aceleram a missão de completar o álbum. "É bem mais fácil do que só comprar pacotinhos, porque senão vêm muitas repetidas. Eu também troco com as amigas pelo WhatsApp e jogo bafo. Hoje consegui trocar bastante e já faltam umas 70 figurinhas para completar", comemora. Segundo o proprietário da Banca Modular, Daniel Magalhães, o movimento durante a Copa supera qualquer expectativa. "A gente nem tenta contar quantas pessoas vêm porque é muita gente. Fica lotado de uma esquina à outra. Durante a Copa, as trocas acontecem aos sábados e domingos, das 8h às 18h", explica. Daniel ressalta que a banca já se consolidou como um dos principais pontos de troca da cidade. Com mais de 20 anos de funcionamento, o local recebe colecionadores há mais de uma década e mantém encontros durante todo o ano para álbuns de diferentes temas, como Campeonato Brasileiro, Libertadores, desenhos animados, Marvel, Sonic e K-Pop. Embora o movimento aumente significativamente durante a Copa do Mundo, a tradição de colecionar figurinhas segue viva o ano inteiro, reunindo pessoas de diferentes idades em torno de um hobby que mistura nostalgia, convivência e a alegria de completar mais uma página do álbum.

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