Com crescimento previsto, Riedel aposta na consolidação de hub logístico em MS

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), projeta uma aceleração do crescimento do Estado nos próximos anos, resultado do fortalecimento do ambiente de negócios e do equilíbrio fiscal. O progressista aponta que a curva de crescimento já está contratada. “Vamos começar pela manutenção do ritmo. Eu garanto o crescimento pelos próximos 10 anos. A característica que o Mato Grosso do Sul tem, se bem trabalhada ao longo do tempo, vai continuar a ser acima da média brasileira", disse durante o bate-papo Café com Política na manhã desta sexta-feira (14). Segundo ele, cerca de R$ 30 bilhões em investimentos já estão fechados para os próximos dez anos. Para o governador, o grande desafio dos próximos anos é o que será feito com esse crescimento. "Como nós vamos distribuir melhor a renda desse crescimento? Como nós vamos aproveitar ele em prol dos menos favorecidos? E para mim a resposta é educação", afirma. Riedel ressalta que a massificação de cursos profissionalizantes garante espaço no mercado de trabalho em expansão no Estado. "O número que mais me orgulha no Mato Grosso do Sul é ser o primeiro estado do Brasil em mobilidade social, que é o quanto que uma criança de baixa renda ou uma família de baixa renda pode migrar pra um degrau acima na escala social, e nós somos o primeiro estado do Brasil", completa. Na projeção do crescimento, o governador ainda destaca a transformação de Mato Grosso do Sul em um hub logístico de alcance internacional a partir da conclusão da Rota Bioceânica. Na avaliação do progressista, a consolidação da Rota Bioceânica representa uma mudança de escala na estratégia de desenvolvimento do Estado. Para Riedel, a posição geográfica de Mato Grosso do Sul, que historicamente foi um fator de importância estratégica, pode ser transformada em uma vantagem competitiva para as próximas décadas. Para o governador, a Rota Bioceânica é a “sementinha” desse projeto. O corredor conecta os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A expectativa é que a melhoria da conexão logística amplie a atração de empresas, reduza custos de transporte e estimule novos investimentos em armazenagem, distribuição e comércio exterior. Riedel citou como exemplo a expansão de estruturas logísticas ao longo das rodovias estaduais e federais. Segundo ele, o crescimento do comércio eletrônico e a necessidade de distribuição regional devem ampliar a demanda por centros de distribuição. “Vocês estão vendo investimento logístico aí na beira das rodovias, galpão Shopee, de grandes empresas varejistas. Com a internet e o mercado digital, precisam de CD e distribuição. É isso que vai acontecer aqui”, afirmou. Riedel também defendeu a política de incentivos fiscais como instrumento de competição entre os Estados pela atração de empresas. Na avaliação do governador, a análise dos incentivos não deve considerar apenas a arrecadação que deixa de ser recolhida, mas também os efeitos econômicos provocados pela instalação de uma empresa, como geração de empregos, renda e atividade econômica. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .

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