O prefeito de Três Lagoas, Cassiano Maia (PP), abriu a cerimônia de assinatura dos contratos para a retomada das obras da UFN3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3), agradecendo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelos investimentos federais no município. Segundo ele, a retomada da fábrica representa um marco para a economia local e simboliza uma nova fase de desenvolvimento para a cidade. "Presidente Lula, nosso Lula, seja muito bem-vindo a Três Lagoas, juntamente com toda a equipe do Governo Federal e seus ministros. É uma honra receber o senhor neste momento tão importante. Também agradeço a todos os profissionais da Petrobras que mantiveram a UFN3 preservada ao longo desses anos para que hoje pudéssemos retomar este projeto", afirmou. Cassiano também destacou outros investimentos realizados com recursos federais no município, como escolas de tempo integral, centros de educação infantil, obras de macrodrenagem e a retomada do Anel Viário, além do apoio para atração de novos empreendimentos. "O Governo Federal tem sido um grande parceiro de Três Lagoas. Temos muito a agradecer pelos investimentos que estão transformando nossa cidade e criando novas oportunidades para a população", disse. Ao destacar a importância da retomada da fábrica, o prefeito ressaltou os impactos econômicos do empreendimento. "Serão mais de R$ 5 bilhões em investimentos e cerca de 8 mil empregos. Isso fará toda a diferença para Três Lagoas. A população reconhece essa transformação e, para a gestão municipal, é fundamental contar com o apoio dos governos Federal e Estadual para continuar entregando resultados à nossa população", declarou. Antes do início da solenidade, o presidente Lula realizou uma visita técnica à parte do canteiro de obras da UFN3, acompanhado por integrantes da comitiva presidencial. Na sequência, participou da assinatura dos contratos com as empresas vencedoras das licitações para a conclusão da fábrica. Também integram a cerimônia a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, os deputados federais Vander Loubet (PT) e Camila Jara (PT), a senadora Soraya Thronicke (PSB) e o vice-governador de Mato Grosso do Sul, Barbosinha. Segundo a Petrobras, a UFN3 será a unidade mais moderna do parque de fertilizantes da companhia. Com investimentos superiores a R$ 5 bilhões, apoiados pelo novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a fábrica terá capacidade inicial para produzir cerca de 3,6 mil toneladas diárias de ureia e 2,2 mil toneladas de amônia. A previsão é de que as obras sejam retomadas no segundo semestre e que a operação comercial tenha início até 2029. O evento tem a presença de integrantes da bancada federal; a ex-ministra Simone Tebet (PSB), que já foi prefeita da cidade, integra a comitiva presidencial. O governador Eduardo Riedel (PP) não compareceu ao evento, tendo agenda na mesma região, em Bataguassu, cidade a 136 km, com visita a empreendimento empresarial que será instalado na cidade. Quem representa o Estado é o vice-governador, José Carlos Barbosa (REP), o Barbosinha. Petrobras A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a retomada da UFN3 faz parte da estratégia da companhia de ampliar os investimentos com disciplina financeira e foco na geração de resultados. Segundo ela, apenas no primeiro trimestre deste ano, a estatal investiu R$ 26,8 bilhões, um crescimento de 25,6% em relação ao mesmo período de 2025. "Estamos pisando no acelerador, com disciplina de capital e de olho nos custos", afirmou, ao incluir a retomada da fábrica de fertilizantes entre os projetos estratégicos da empresa. Chambriard também ressaltou a contribuição da Petrobras para as contas públicas. De acordo com a presidente, a companhia recolheu R$ 72,4 bilhões aos cofres federais entre tributos, participações governamentais e outras receitas, além da distribuição de lucros, reforçando o papel da estatal na economia brasileira. Ao abordar a UFN3, ela lembrou que o empreendimento teve início em 2008 e chegou a aproximadamente 81% de execução antes de ser paralisado. Segundo a executiva, a Petrobras precisou reavaliar todo o projeto para definir as condições necessárias à retomada das obras. "A obra chegou a 81% e depois patinou, ficando todo esse tempo parada. Tivemos de olhar para frente, reavaliar tudo o que existia, definir um novo ponto de partida e, agora, retomar a construção", afirmou. A presidente reiterou que a meta da Petrobras é concluir a UFN3 até 2029, mas disse acreditar que o cronograma poderá ser antecipado. "A Petrobras tem mania de superar desafios", afirmou, lembrando que a companhia já entregou grandes empreendimentos antes dos prazos previstos em outras áreas de atuação.


