Famoso por Casa dos Artistas, ator encara competição de moto em MS

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Longe dos estúdios e dos holofotes da televisão, Mateus Carrieri encontrou um novo jeito de sentir a vida, na pista de corrida. O ator, conhecido pelos papéis em novelas dos anos 1990, pela participação na Casa dos Artistas e, mais recentemente, em A Fazenda, trocou a rotina pelo ronco dos motores e viajou de São Paulo até Campo Grande para disputar uma competição de Harley-Davidson neste fim de semana. Entre pilotos, máquinas modificadas e muita adrenalina, o ator mostrou que a vida sobre duas rodas também ganhou espaço importante nos dias. Apaixonado por motocicletas, ele participou do El Camino Drag Race, evento que reuniu pilotos de diferentes estados em uma disputa de habilidade com motos de alta cilindrada. Antes da corrida principal, realizada neste sábado, os pilotos participaram de uma etapa de treinos que definiu as posições de largada, em um formato semelhante ao de grandes competições automobilísticas. Ao Lado B, Mateus conta que veio especialmente para participar e que a experiência representa a realização de uma paixão antiga. Ele começou a competir após receber um convite especial de Fábio Balicieri, que mexe com motos de alta performance e também é piloto de drag race, que é um esporte motociclístico de arrancada. “Eu me sinto um piloto, aquela coisa que a gente só vê em filmes ou pela televisão, em prova de motociclismo. Me sinto piloto, é bom isso”. O ator também comentou sobre a relação especial que tem com a Harley-Davidson. Segundo ele, a marca carrega uma história e uma identidade próprias, que vão além do simples ato de pilotar. “É uma moto que tem uma história, tem uma lenda. Eu sempre tive moto, mas só fui ter Harley mais velho, em 2006". Sandra Mello, uma das organizadoras do evento, conta que as motos utilizadas na competição receberam diversas modificações para melhorar o desempenho e, em muitos casos, não podem circular normalmente pelas ruas devido às adaptações feitas para as provas. A ideia surgiu a partir da iniciativa do Fábio Balicieri, que é uma referência no Mato Grosso do Sul, no Brasil e até fora do Brasil na preparação de motos de alta performance e é piloto. Ele falou: "Vou trazer para cá algo que eu já desenvolvo fora daqui". A competição El Camino Drag Race reuniu competidores, admiradores e comerciantes ligados ao motociclismo. O Autódromo de Campo Grande recebe o evento, e a corrida começa às 17h deste sábado (22). Apesar de o universo das motocicletas de alta cilindrada ainda ser majoritariamente masculino, as mulheres vêm conquistando cada vez mais espaço nas pistas e nos encontros de motociclismo. Sandra destacou esse movimento e afirmou que a presença feminina é cada vez mais importante nesse cenário. “A gente tem, lógico, a grande maioria do universo motociclístico dominado pelo gênero masculino, mas as mulheres têm tido cada vez mais destaque.” Para Sandra, o motociclismo vai além da disputa e representa uma forma de conexão entre pessoas que compartilham a mesma paixão. Ela conta que vive esse universo desde 2018 e que a Harley-Davidson passou a fazer parte da rotina dela e da família. “Todo mundo fala muito em liberdade. Para mim, isso vai muito além. A gente conseguiu encontrar muitos amigos que se tornaram família". Dona de uma Harley há 5 anos, a corretora de seguros Vanny Cavalcante, de 44 anos, conta que encontrou no motociclismo uma nova forma de viver a paixão pelas motocicletas. Há cerca de 3 anos no segmento e há 18 meses competindo, ela conta que ainda está no início da trajetória, mas já se apaixonou pelo esporte. “Eu tô ainda gatinhando, sou muito nova nesse circuito de motabilidade. Tenho três anos que estou no segmento, mas competição mesmo tem um ano e meio”. Para Vanny, competir sendo mulher traz desafios, mas também características que podem fazer diferença nas pistas. Segundo ela, o peso da moto e a diferença física podem ser obstáculos, mas a disciplina e a técnica ajudam no equilíbrio durante as provas. “A desvantagem é porque, sendo mulher, o corpo, o peso da moto… você tem um pouco mais de dificuldade. Mas a vantagem é que nós somos mais disciplinadas, mais técnicas”.

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