Volta ao Mundo: Celinho recusa trocar a moto no Canadá

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Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por José Marques | Jornalista (@josemarques.app) Existe um momento em toda grande jornada em que o desafio deixa de ser geográfico e passa a ser emocional. Aconteceu no Canadá Após milhares de quilômetros cruzando países, montanhas, desertos e fronteiras, a motocicleta apresentou um problema raro no cardã. A solução mais lógica parecia simples: vender a moto, comprar outra na Europa e seguir viagem. Foi exatamente esse o conselho que muita gente deu. Mas nem toda decisão inteligente é a decisão certa. A resposta veio sem hesitação: “Eu não deixo essa moto para trás.” afirmou Celinho À primeira vista, pode parecer apenas apego a um veículo. Não é. Aquela BMW deixou de ser uma máquina há muito tempo. Ela carrega mais de 130 mil quilômetros de histórias, atravessou o Alasca duas vezes, percorreu a América do Sul, conheceu praticamente todo o Brasil e foi testemunha silenciosa de sonhos realizados. Algumas pessoas acumulam patrimônio. Outras acumulam memórias. Há uma enorme diferença entre as duas coisas. Vivemos uma época em que tudo parece descartável. Trocam-se objetos, projetos, empresas, relacionamentos e até valores na primeira dificuldade. Mas existem pessoas que entendem que a verdadeira riqueza está naquilo que construíram ao longo do caminho. Quando perguntaram se ele não ficaria desanimado, a resposta revelou uma filosofia de vida que vale muito mais do que qualquer roteiro de viagem: “Só abaixo a cabeça para rezar.” diz Celinho. É difícil encontrar uma definição melhor para resiliência. O problema mecânico virou apenas um detalhe. A moto seguirá para Paris, será reparada e a viagem continuará. Sem drama. Sem vitimismo. Sem abandonar aquilo em que acredita. Talvez seja exatamente essa a diferença entre quem realiza grandes projetos e quem fica apenas imaginando como seria. Os obstáculos não desaparecem. A postura diante deles é que muda tudo. Outro trecho da conversa chama atenção. Ele diz que nunca teve necessidade de provar nada para ninguém. A maior disputa sempre foi consigo mesmo. Superar os próprios limites, fazer melhor do que ontem, buscar novos horizontes. Essa talvez seja uma das características mais marcantes das pessoas extraordinárias. Elas não competem com os outros. Competem com a versão anterior de si mesmas. Em tempos de redes sociais, onde muitos vivem para parecer bem-sucedidos, encontrar alguém que mede a própria vida pelos desafios que venceu — e não pelos aplausos que recebeu — é raro. No fim, a maior lição dessa viagem talvez não esteja nas paisagens do Alasca, nas estradas do Canadá ou nas futuras curvas da Europa. Está na forma como encaramos aquilo que quebra no meio do caminho. Porque as máquinas quebram. Planos mudam. Imprevistos acontecem. Mas caráter não pode ser substituído como quem troca de veículo. Antes de encerrar a conversa, veio uma frase que merece ser guardada: “No final, tudo vai dar certo. Se ainda não deu certo, é porque o final ainda não chegou.” afirma Celinho Talvez essa seja a melhor definição de esperança que já ouvi. E também a melhor companhia para qualquer viagem. Na próxima etapa, a expedição segue para um novo continente: a Europa. Siga @celinhovoltaaomundo no Instagram e veja, em tempo real, os desafios, paisagens e histórias vividas sobre duas rodas. A aventura está apenas começando. Acompanhe ao vivo no Youtube . Acompanhe as histórias, bastidores e decisões que movimentam o estado, contadas pelas plataformas da José Marques Filmes e do Festas e Eventos TV .

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