Mulher é resgatada com larvas na cabeça e polícia apura violência sexual

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Mulher de 38 anos, com deficiência intelectual, foi resgatada em situação de vulnerabilidade em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande, com feridas no couro cabeludo, infecção e presença de larvas. O caso mobilizou as redes de saúde e assistência social, resultou em medida protetiva e passou a ser investigado pela polícia após surgirem suspeitas de violência sexual. Documentos obtidos pelo Campo Grande News mostram que a mulher deu entrada no Hospital Regional de Aquidauana em estado que exigia atendimento imediato. Além da miíase, condição caracterizada pela presença de larvas em tecidos do corpo, foram constatados sinais como infestação intensa por piolhos, lesões no couro cabeludo em estágio avançado e processo infeccioso. O vídeo acima mostra a cabeça da paciente raspada e sem larvas após procedimento. O tratamento foi interrompido em 22 de julho. Conforme decisão da 1ª Vara de Anastácio, a mãe retirou a filha da unidade hospitalar enquanto ela ainda recebia atendimento. Para a Justiça, a interrupção expôs a paciente a “risco concreto e iminente” à saúde e à própria vida. Mãe e filha já eram acompanhadas pela rede socioassistencial do município em razão da situação de vulnerabilidade. Conforme relatado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) à Justiça, ambas apresentam limitações que comprometem a autonomia e a capacidade de autocuidado. Após a saída do hospital, uma equipe da assistência social foi até a residência da mulher. Durante o atendimento, segundo registro policial, surgiram informações de que ela também poderia ter sido vítima de violência sexual. A Polícia Militar foi acionada para dar apoio aos servidores e uma equipe do Corpo de Bombeiros levou a paciente novamente ao Pronto-Socorro de Aquidauana para dar continuidade ao tratamento. Além da apuração sobre as condições em que a mulher vivia, o caso passou a ser investigado na esfera criminal. Há boletim de ocorrência registrado em 30 de julho por estupro de vulnerável. A reportagem tentou contato com a delegacia responsável pela investigação, mas não obteve retorno. Conforme um dos documentos policiais, as informações chegaram às autoridades por meio de relatório encaminhado pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). No registro, o suspeito de estupro de vulnerável foi identificado, mas os detalhes sobre a investigação ainda não foram divulgados. Proteção judicial – Diante da situação, o Ministério Público ingressou com uma medida protetiva extraordinária para garantir a integridade física da mulher, a continuidade do tratamento médico e o acompanhamento pela rede pública. O processo tramita na 1ª Vara de Anastácio. Atualmente, a mulher está sob medidas de proteção e aos cuidados de uma irmã. A Justiça também acionou o Município de Anastácio, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, para informar quais providências foram adotadas para garantir a continuidade do tratamento. A administração municipal também foi chamada a indicar um servidor público apto a exercer provisoriamente o encargo de curador. Procurado pela reportagem, o Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) informou que os atendimentos realizados pelo órgão são sigilosos e, por isso, não poderia fornecer informações sobre a mulher. A equipe orientou que esclarecimentos sobre os serviços prestados pela rede fossem solicitados à Secretaria Municipal de Assistência Social. O secretário municipal de Saúde, João Fernando Guessy Braga, também foi procurado, mas ainda não havia se manifestado até a publicação desta reportagem. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .

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