Um guarda municipal de folga se envolveu em uma briga com um eletricista da empresa prestadora de serviços da Energisa na noite desta terça-feira (18), na Rua Firminópolis, no bairro Moreninha, em Campo Grande. O técnico acabou revidando a agressão e o servidor precisou de atendimento médico. De acordo com o boletim de ocorrência, equipe técnica foi acionada para atender a um chamado de manutenção no local. Segundo os funcionários, no local havia sido feita uma religação clandestina ("gato") na rede elétrica após o corte do fornecimento. A intervenção irregular provocou mau contato nas instalações, levando a moradora a solicitar o reparo da concessionária. Durante o atendimento da ocorrência, o guarda municipal, que não é amigo da dona do imóvel e estaria ingerindo bebida alcoólica no local, passou a questionar os trabalhadores de forma agressiva sobre a possibilidade de aplicação de multa pelo corte e religação indevida. Mesmo após o eletricista explicar que a equipe de campo não tinha atribuição para aplicar qualquer penalidade financeira naquele momento, o servidor partiu para a agressão física. Ele desferiu diversos socos contra o peito e a cabeça do trabalhador. “Ele disse para ele que a gente não aplicava multa. Ele entrou no carro e pegou a chave. Falei para meu colega pegar a chave ele, ai quando fui buscar mais ferramentas para terminar o serviço, ele veio para cima de mim e começou a me agredir”, explicou o eletricista ao Campo Grande News . Para conter o ataque e se defender, o eletricista reagiu e desferiu um soco contra o guarda municipal, que caiu ao solo. A Polícia Militar foi acionada e se deslocou até a região. O guarda municipal precisou ser socorrido e encaminhado inicialmente à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Moreninhas. De acordo com a equipe médica, devido ao estado de sonolência e por conta da queda, ele precisou ser transferido para a Santa Casa para passar por exames e avaliação detalhada. Já o eletricista agredido foi encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, onde manifestou o interesse formal de representar criminalmente contra o guarda municipal. Ele recebeu guia para realização de exame de corpo de delito no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal). À reportagem do Campo Grande News, a Sesdes (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social )informou que não tomou conhecimento da ocorrência e que possui ouvidoria e corregedoria para denúncia de qualquer natureza envolvendo o servidor. "Quando tomarmos conhecimento será encaminhado a corregedoria para apuração dos fatos, seguindo os procedimentos administrativos cabíveis. A Sesdes informa que não compactua com esse tipo de conduta", afirma a pasta. Já a Energisa relatou que tomou conhecimento do incidente e que repudia qualquer ato de violência, "em especial contra trabalhadores que atuam na prestação de serviços essenciais à população e reforça que a segurança das equipes e da comunidade é um valor inegociável", disse em nota. A concessionária afirmou que desde que foi informada sobre o caso mantém contato com a prestadora de serviço e acompanha os profissionais envolvidos. (*) Matéria editada para acréscimo de respostas.


