O número de famílias beneficiadas pela Tarifa Social de Água e Esgoto vai crescer 150% em Campo Grande, chegando a 57 mil lares. A ampliação foi anunciada pela prefeita Adriane Lopes (PP) e pelo presidente da concessionária Águas Guariroba, Gabriel Buim, na manhã desta terça-feira (25), no Paço Municipal, e passa a valer em 1º de setembro. De acordo com dados apresentados, o benefício vai alcançar cerca de 180 mil pessoas, o que representa 20% da população da Capital. Com a medida, as famílias contempladas terão 50% de desconto na fatura de água e esgoto, contribuindo para reduzir o impacto da conta no orçamento doméstico. "É algo novo pra nossa cidade. É um trabalho feito com seriedade pensando em todos, um meio de inclusão social onde nós vamos chegar a pessoas que hoje precisam desse benefício e melhorar a qualidade de vida. Esse desafio era um desafio gigante, mas demoramos um tempo estudando como fazer, que caminho tomar, quantas pessoas alcançar", disse a prefeita. O acesso ao benefício passa a estar vinculado ao CadÚnico (Cadastro Único) e é automático: basta que a família tenha renda de até meio salário mínimo por pessoa e esteja inscrita nesse cadastro, usado pelo governo federal para programas sociais. Na prática, isso significa que as famílias que já atendem aos requisitos passam a receber o desconto diretamente na fatura, sem precisar solicitar o benefício, desde que os dados estejam atualizados. O desconto de 50% sobre a tarifa residencial é limitado ao consumo de até 20 metros cúbicos por mês. O consumo excedente será cobrado pela tarifa regular. Podem ser beneficiadas famílias com renda per capita de até meio salário-mínimo, sem considerar valores recebidos por programas como Bolsa Família ou Benefício de Prestação Continuada. O presidente da concessionária explicou que a ampliação é uma adequação à mudança da legislação de 2024. "Como o nosso contrato ele é anterior a essa lei federal ele precisava ser ajustado. Nós fizemos esse ajuste no final de 2025 junto com a Prefeitura de Campo Grande e 2025 até agora a gente foi fazendo a parte transacional. Então todo mês a concessionária vai receber do SAS os dados do CadÚnico e a concessionária cruza com essa base de cadastro", detalhou. Segundo Buim, a ampliação não terá impacto aos cofres públicos. "Não vai ter nenhum impacto agora pra ninguém o impacto só vai ser analisado daqui três anos depois que a gente até tiver estabilidade de quantas famílias entraram", completou. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .

