Com 3 dias de chuva, volume já supera média do mês em cidades da região sul

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A chuva mansa, mas contínua, durante todo o fim de semana e que segue nesta segunda-feira (14), já acumula volume superior ao esperado para o mês de setembro inteiro em alguns municípios da região sul de Mato Grosso do Sul. Nas 4 cidades monitoradas por estações meteorológicas da Embrapa Agropecuária Oeste, Ivinhema, a 289 km de Campo Grande, acumula o maior volume de precipitação em setembro: 126 milímetros, dos quais 15 mm foram registrados apenas hoje. A média do mês é de 61 mm, ou seja, em 14 dias já choveu o dobro do esperado para o mês inteiro. Em Dourados, a 251 km da Capital, a precipitação desta segunda-feira soma 11,7 milímetros. O volume acumulado nas duas primeiras semanas do mês chega a 94 mm, quase a totalidade dos 97 mm esperados para setembro. Rio Brilhante, a 161 km de Campo Grande, registra chuva mais fraca nesta segunda-feira, com 5,2 mm. O acumulado no mês chega a 78 mm. A média histórica de setembro naquele município é de 88 mm. Naviraí tem 6,4 mm de chuva hoje e 64 mm no mês. Como a estação instalada na cidade é recente, ainda não existem dados para estabelecer uma média histórica. Agosto Naviraí foi a cidade com maior volume de chuva entre os 4 municípios acompanhados pela Embrapa Agropecuária Oeste em agosto deste ano. Foram 70 milímetros acumulados em 7 dias de chuva, segundo boletim agrometeorológico divulgado pela instituição. Dourados, Rio Brilhante e Ivinhema tiveram volumes menores e terminaram o mês com precipitação abaixo das respectivas médias históricas. Agosto já é, historicamente, um período seco na região, sendo considerado o segundo mês menos chuvoso do ano, atrás apenas de julho. Mesmo nesse contexto, os números mostram que a chuva ficou especialmente limitada em parte das cidades monitoradas. Em Dourados, o acumulado foi de 44 milímetros, o menor entre os 4 municípios. O volume representa aproximadamente 80% da média histórica de agosto, calculada em 53 milímetros com base em 48 anos de registros. Foram 8 dias considerados chuvosos, mas quase todos tiveram precipitação inferior a 5 milímetros. A chuva mais intensa do mês ocorreu apenas no dia 31, quando foram registrados 18 milímetros. Apesar de Dourados ter registrado mais dias de chuva do que as demais cidades, isso não se traduziu em maior volume acumulado. O dado mostra que a precipitação ocorreu de forma bastante fragmentada ao longo do mês, com episódios de baixa intensidade. Em Rio Brilhante, foram registrados 55 milímetros em 5 dias de chuva. O acumulado corresponde a cerca de 90% da média dos últimos 14 anos, que é de 63 milímetros. A chuva mais forte ocorreu no dia 7 de agosto, com 29 milímetros, o maior volume diário apontado pelo boletim entre as 4 localidades. Já Ivinhema terminou agosto com 51 milímetros, também distribuídos em apenas 5 dias. O volume corresponde a cerca de 80% da média dos últimos 10 anos, de 65 milímetros. A maior precipitação foi registrada no último dia do mês, quando choveu 23 milímetros. Entre os municípios analisados, Naviraí apresentou o maior acumulado, com 70 milímetros. A chuva ocorreu em 7 dias e superou o volume registrado em agosto do ano passado, quando o município recebeu 57 milímetros. Assim como em Ivinhema, o maior episódio ocorreu em 31 de agosto, com 23 milímetros. A distribuição irregular das chuvas teve reflexo direto na umidade do solo. Conforme a análise da Embrapa, Dourados e Ivinhema começaram agosto com níveis considerados insatisfatórios e permaneceram nessa condição durante praticamente todo o mês, justamente pela ausência de precipitações mais expressivas. Em Rio Brilhante e Naviraí, a situação começou de forma mais favorável. As chuvas registradas nos primeiros dez dias elevaram a umidade do solo a níveis considerados ideais. Depois, porém, a falta de novos volumes relevantes provocou queda contínua nos índices. Rio Brilhante encerrou agosto com umidade insatisfatória, enquanto Naviraí terminou o período muito próxima desse patamar. Temperatura Além da escassez de chuva, agosto também foi marcado pelo calor. Em todas as localidades monitoradas pelo sistema Guia Clima, o mês foi o agosto mais quente das respectivas séries históricas. Em Dourados, por exemplo, a média ficou em 23°C, 2 graus acima da média histórica.

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