Loja parece só farrapos, mas resiste com pilha de sapatos abandonados
Os instrumentos de trabalho na sapataria do seu Silvano continuam exatamente como o tempo em que o trem deixava passageiros durante todo o dia em Campo Grande. Mas agora o lugar parece abandonado, apesar do filho seguir firme no oficio do pai, falecido no ano passado, vítima de complicações da diabetes aos 80 anos. A fachada entrega a decadência total de uma história contada por Everton Godói, e dezenas de sapatos esquecidos e empoeirados, mantidos no alto de uma prateleira antiga. “Uso as mesmas coisas que ele usava. Nem sei quantos anos tem, mas quando nasci já existia. Tem mais de 50 anos”, diz o filho. O martelo, o molde de ferro, prateleiras e todo resto do mobiliário e aparelhagem seguem se deteriorando, como a lona na fachada, que traduz onde chegou o negócio que tinha tudo para ser tradição campo-grandense, pela longevidade. Encardida, a lona está totalmente rasgada em tiras pelo vento, com letras que sumiram 100%. Mas Everton não desanima, e não tem nenhuma vontade de “largar ..
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