Menos de dois dias depois de deixar a Santa Casa e voltar ao Presídio Militar Estadual Fidelcino Rodrigues, no Complexo Penal do Jardim Noroeste, o ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal passou mal e precisou ser levado novamente ao hospital. Segundo apurado pelo Campo Grande News , ele está na ala vermelha da unidade, muito fragilizado e com a pressão arterial bem baixa. Bernal retornou ao presídio na sexta-feira (10), após receber alta. Por volta das 22h de sábado (11), porém, passou muito mal, teve uma forte queda de pressão e chegou perto de desmaiar. Diante do agravamento do quadro, foi novamente encaminhado à Santa Casa. O retorno à prisão havia sido determinado pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, que negou o pedido de prisão humanitária apresentado pela defesa. O magistrado reconheceu a existência de laudos indicando doença coronariana grave, alto risco cardiovascular e necessidade de repouso e acompanhamento médico por pelo menos 30 dias, mas entendeu que os documentos não justificavam a substituição da prisão preventiva pela domiciliar. “Ele não tem condições de ficar em nenhum presídio. Se não tiver o cuidado necessário, vai a óbito. Isso está laudado por uma cardiologista, especialista. Ele precisa de pelo menos 30 dias de repouso domiciliar”, afirmou ao Campo Grande News o advogado Ricardo Machado, que integra o time de defesa de Bernal. O ex-prefeito enfrenta uma sequência de problemas cardíacos. Ele sofreu um infarto no início de julho e, desde então, passou por dois cateterismos e cirurgia cardíaca para implantação de stents. Laudo apresentado anteriormente pela defesa aponta doença arterial coronariana grave e classifica o paciente como de “altíssimo risco cardiovascular”, com possibilidade de novas complicações. No pedido de prisão domiciliar, os advogados também argumentaram que o Presídio Militar não possui UTI (Unidade de Terapia Intensiva), unidade coronariana, cardiologista nem equipe de enfermagem em plantão presencial durante 24 horas. A própria direção da unidade informou que, em situações de emergência, depende do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ou da transferência do preso para uma unidade hospitalar. Ao negar a prisão domiciliar, o juiz considerou que a ausência dessa estrutura no presídio não seria suficiente para autorizar a transferência para casa, sob o argumento de que os mesmos recursos médicos também não estariam disponíveis na residência do ex-prefeito.

