Monitoramento por drone avança além do agro e chega à segurança de condomínios

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Drone capaz de identificar invasores por câmera térmica e alertar centrais de monitoramento em tempo real foi apresentado nesta terça-feira (23), em Campo Grande. A novidade, trazida pela Ipanema Soluções Aeroagrícolas, utiliza aeronaves automatizadas e é voltada para a segurança de condomínios, indústrias e propriedades rurais. O sistema funciona a partir de rotas previamente programadas. O drone decola sozinho, percorre o trajeto definido e retorna à base após concluir a missão. As imagens são transmitidas em tempo real para uma central de monitoramento. Segundo o diretor da empresa, Rodrigo Dias Barbosa, o equipamento foi desenvolvido para operar de forma autônoma e atender diferentes demandas de vigilância patrimonial. "Nós trouxemos pela primeira vez para o Estado o drone de segurança, de monitoramento de segurança. É um equipamento totalmente automatizado, feito para condomínios, para indústrias, para estações de energia e vários tipos de estabelecimentos. Ele faz um monitoramento automático da área e tem uma câmera de infravermelho e uma câmera de alta resolução", afirmou. "Ele faz o tipo de monitoramento que o cliente quer. Geralmente é para identificar pessoas, mas pega bicho também, porque é uma câmera térmica. Ele para, foca e avisa se tiver alguém ou alguma situação onde está sendo monitorado. Ele avisa a central na hora", explicou. A tecnologia despertou interesse de administradores de condomínios presentes no evento. Entre eles estava Cristiane Cabral, administradora do Residencial Leone, que participou da apresentação para avaliar a possibilidade de incorporar a ferramenta ao sistema de segurança do empreendimento. Segundo ela, o condomínio possui cerca de 29 hectares de área e enfrenta desafios comuns a empreendimentos horizontais de grande extensão. "Nós temos uma área muito extensa, comparada a questões rurais, com bastante área verde e perímetro. A segurança é o ponto principal do residencial. Pelo que estamos percebendo, o equipamento tem questão térmica e consegue reconhecer pessoas em locais onde às vezes não conseguimos enxergar", disse. "A ideia é somar com a segurança existente de pessoas, de vigilantes. Esse equipamento agregaria valor ao sistema que já temos. Onde eu não enxergo pelas vias normais, por terra, eu teria um recurso a mais para monitorar locais que hoje não consigo visualizar", afirmou. Ela acrescenta que a tecnologia ainda será analisada pelos moradores e associados do condomínio, mas acredita que esse tipo de solução tende a ganhar espaço no setor. "Segurança nunca é demais. A expectativa é entender tudo o que esse equipamento oferece e como ele pode agregar mais segurança para os moradores e para o patrimônio", completou. Além da área de vigilância, a empresa apresentou drones agrícolas utilizados em pulverização e aplicação de insumos. Segundo Rodrigo Mosiaga Fattori, integrante da equipe comercial da Ipanema, o uso desses equipamentos já faz parte da rotina de produtores rurais em diversas regiões do País. "O drone agrícola é uma ferramenta para agricultura e pecuária que veio para ficar. Hoje ele faz praticamente todo o serviço do pulverizador e do trator na questão da pulverização. Faz aplicação de herbicida, inseticida e fertilizante com custo operacional mais baixo", afirmou. Durante a apresentação, a empresa também destacou a necessidade de mão de obra qualificada para operar os equipamentos. Para atender a essa demanda, passou a oferecer cursos de formação e capacitação para pilotos de drones. Segundo Barbosa, a procura por operadores especializados cresce à medida que a tecnologia avança no campo e em outras atividades econômicas. "Hoje a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) está exigindo a carteira para operar um drone desse porte. Nós estamos oferecendo treinamento e preparação para a prova da Anac para o piloto sair capacitado e credenciado. Para decolar um drone desse, é necessário fazer aviso de voo e informar os dados do equipamento e do operador", explicou. O diretor afirma que muitos produtores demonstram interesse em adquirir os equipamentos, mas enfrentam dificuldades para encontrar profissionais habilitados para operá-los. "Nós precisamos capacitar porque o cliente que chega para comprar o drone são os fazendeiros e agricultores. Eles precisam de gente capacitada para operar o equipamento. Hoje um piloto de drone agrícola pode ganhar em torno de R$ 15 mil, dependendo do tipo de serviço que realiza", disse. Ainda segundo Barbosa, os cursos são voltados tanto para quem pretende trabalhar na operação dos equipamentos quanto para produtores e funcionários de fazendas que desejam utilizar a tecnologia dentro das próprias propriedades. O treinamento inclui operação, manutenção e orientações sobre as exigências dos órgãos reguladores.

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