A Polícia Civil instaurou inquérito contra uma ex-funcionária do Hospital da Vida, acusada de fazer ameaças de morte contra outros servidores da saúde pública e contra a vereadora e atual presidente da Câmara de Dourados, Liandra Brambilla (PSDB). Cleudi Firmino, de 61 anos, é auxiliar de enfermagem e já foi intimada para prestar depoimento, mas não compareceu à delegacia. O inquérito é conduzido pelo delegado Dermeval Inácio Neto, da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário). As outras vítimas das ameaças são a diretora-presidente da Funsaud (Fundação de Serviços de Saúde de Dourados), Maria Isabel de Aguiar, e a secretária-adjunta de Saúde, Terezinha Picolo. O caso também envolve crime de calúnia, praticado por meio das redes sociais. A Funsaud é subordinada à Secretaria Municipal de Saúde e gerencia o Hospital da Vida e a UPA (Unidade de Pronto Atendimento). Em entrevista nesta terça-feira (26), o delegado afirmou que a ex-funcionária do hospital tem proferido calúnias nas redes sociais, com imputação de falsos crimes que teriam sido praticados pelas vítimas. “Teve uma ameaça bem específica à diretora da Funsaud, que tem 70 anos, e à diretora adjunta, que tem 66 anos. Essas vítimas já são consideradas idosas na forma da lei, o que agrava a pena”, declarou o delegado. “Ela tem dirigido ameaças específicas no sentido de que se, não renunciassem até o final de semana anterior, iriam morrer. Foi utilizado esse termo expressamente e essas ameaças têm sido reiteradas”, explicou. Dermeval Neto disse que a ex-funcionária está “em local incerto”, pois não foi encontrada para prestar depoimento. “Estamos diligenciando para identificar o local onde ela se encontra, porque ela segue praticando esses crimes, inclusive por meio das redes sociais”. Segundo o delegado, as vítimas relataram que os ataques estão acontecendo há pelo menos um mês, mas aumentaram nas últimas semanas. “Essas ameaças e calúnias se intensificaram até o ponto de chegar à ameaça de morte propriamente dita contra a diretora se ela não abdicasse do cargo. Estamos investigando, inclusive com o objetivo de identificar outros possíveis autores”, afirmou Dermeval Neto. Segundo ele, o procedimento de investigação foi instaurado com base nos boletins de ocorrência. Testemunhas e outros suspeitos já foram ouvidos, mas a ex-funcionária não compareceu à audiência. O delegado afirmou que os supostos crimes que, segundo as postagens da ex-funcionária, teriam sido praticados pelas servidoras, nunca foram formalizados na delegacia. “A autora se limitou tão somente a divulgar esse conteúdo na internet, de que haveria a prática de ilícitos por parte da diretora, mas nunca houve qualquer registro formal nesse sentido”, informou. A defesa de Cleudi Firmino não foi localizada para falar sobre o caso. O espaço segue aberto.


