A noite em que Che Guevara teria batido à porta de um salão em Campo Grande
A história de que Ernesto Che Guevara passou por Campo Grande circula há anos. O episódio mais conhecido associa o revolucionário argentino ao antigo Hotel Gaspar, mas acabou sendo visto mais próximo da lenda do que de um registro comprovado. Até onde avançou a pesquisa, não apareceu um documento oficial ou testemunho detalhado capaz de confirmar a passagem. Há, porém, outra história, menos conhecida. Está no livro de memórias de Luis Mariano Samudio Gonzales, exilado político paraguaio que, aos 90 anos completados no último 19 de agosto, vive em Campo Grande. Samudio participou de uma organização clandestina de resistência à ditadura de Alfredo Stroessner no Paraguai e foi preso e condenado pela Justiça Militar brasileira. O relato foi registrado pela neta, a jornalista Laura Samudio Chudecki, no livro Mandu’a Peteî Tekove Rehegua — “Memória de uma vida”. “Final de expediente, já com as portas fechadas, Luis Samudio ouve alguém bater à porta do Salão Joia. Eram dois homens, um deles t..
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