Alice era tão feliz que quis ser enterrada com alegria de mariachis
No último aniversário, em 19 de maio, dona Alice Nunes Alcântara tinha um pedido simples: queria comemorar no Bob's. Aos 83 anos, escolheu passar a data comendo fast-food e uma das coisas de que mais gostava na vida: batata frita. Menos de um mês depois, a família se reuniu novamente. Mas desta vez para cumprir outro desejo que ela repetiu durante anos: nada de velório silencioso, triste ou cheio de drama. No lugar do luto tradicional, teve polca paraguaia, chamamé, mariachis, fogos de artifício e uma recomendação que os filhos, netos e amigos ouviram incontáveis vezes. “Pouco choro e muita música. Se alguém chorar, aumentem o som”, dizia dona Alice, segundo o relato dos netos. E foi exatamente isso que aconteceu. Alice morreu deixando uma espécie de roteiro para a própria despedida. Os familiares já sabiam o que fazer porque ela nunca escondeu o que queria. Comunicativa, festeira e apaixonada por música, tratava a morte com a mesma leveza com que viveu. “Minha avó tratava a morte..
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