O rádio ainda é relevante na sociedade do século 21
O rádio é historicamente observado na academia como um meio esquecido, o primo pobre que recebe a menor parcela do bolo publicitário, um meio cego ou invisível devido às características de sua linguagem e formas de recepção. Porém o rádio é, sobretudo, resiliente. Transforma limitações técnicas da unisensorialidade em forças. É pelo poder da tradição cultural oral que se converteu no meio dos afetos. Como dizia McLuhan (1995), o rádio afeta as pessoas em profundidade, oferecendo uma experiência ao mesmo tempo particular e coletiva, enraizada nas práticas culturais do cotidiano. Como ouvir as notícias da manhã, conversar ao telefone com o comunicador predileto sobre os mais variados assuntos ou simplesmente apreciar música enquanto está no transito. O rádio é algo que se pode transportar, não requer transmissão de dados, nem largura de banda da internet e é livre de custos. A acessibilidade tecnológica e o baixo custo de produção fizeram-no popular e o preferido para ativistas e movimen..
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