A dança é o ponto de partida para contar as histórias de Luara Maria e Rose Mendonça no documentário “Fronteiras”. O filme acompanha a vida e a trajetória artística das duas mulheres negras de Mato Grosso do Sul e será exibido gratuitamente na próxima segunda-feira (15), às 19h, no Sesc Teatro Prosa. Dirigido pelo artista da dança Ralfer Campagna e pelo cineasta Raylson Chaves, o documentário mistura relatos pessoais e dança para falar sobre memória, identidade e os caminhos percorridos pelas duas artistas. Para Luara, levar a própria história para as câmeras também significou mostrar experiências que fazem parte de quem ela é como artista, mulher trans e moradora da periferia. “Me senti respeitada de verdade. É muito forte me ver nesse lugar de protagonismo”, afirma. Luara também leva para o trabalho sua relação com a cultura ballroom, movimento presente em sua trajetória artística. Já Rose Mendonça começou na dança em 2004, por meio de um projeto social. No documentário, ela revisita momentos da carreira e da própria vida, duas histórias que, para ela, não podem ser separadas. “'Fronteiras' não fala só de um lugar apenas geográfico, mas também corporal, histórico e simbólico. Não é só um limite, mas passagem, mistura e trânsito”, explica Rose. As gravações passaram por Campo Grande e Porto Murtinho. Entre os cenários estão o Parque Ayrton Senna, na Capital, e o Rio Paraguai. Além das histórias de Luara e Rose, a dança conduz boa parte da narrativa. Os movimentos dos corpos e os lugares escolhidos para as gravações ajudam a contar experiências que nem sempre aparecem apenas pelas palavras. “Fronteiras” foi produzido pelas produtoras ORUM e PLATAFORME-SE e financiado com recursos da Lei Paulo Gustavo. A produção também conta com recursos de acessibilidade, como audiodescrição, Libras e closed caption. O documentário “Fronteiras” será exibido no dia 15 de setembro, às 19h, no Sesc Teatro Prosa, na Rua Anhanduí, 200, Centro. A entrada é gratuita, com retirada antecipada de ingresso pelo Sympla. A classificação indicativa é livre.


