Etanol é mais vantajoso do que a gasolina em cinco cidades de MS, aponta ANP

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Na hora de escolher entre gasolina e etanol, motoristas de cinco cidades de Mato Grosso do Sul encontram um cenário favorável ao combustível de origem vegetal. Levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), realizado entre os dias 16 e 22 de agosto, mostra que o preço médio do etanol corresponde a menos de 70% do valor da gasolina comum em todos os municípios sul-mato-grossenses pesquisados. A chamada regra dos 70% é usada como referência para veículos flex porque o etanol tem menor rendimento por litro. Pelo cálculo, o combustível tende a ser economicamente vantajoso quando custa até 70% do preço da gasolina. A relação, no entanto, é uma referência e pode variar conforme a eficiência de cada veículo, as condições de uso e a forma de condução. Entre as cidades pesquisadas pela ANP, Ponta Porã apresenta a relação mais favorável ao etanol. O litro custou, em média, R$ 3,87, enquanto a gasolina ficou em R$ 6,74. Isso significa que o biocombustível equivale a cerca de 57,4% do preço da gasolina, bem abaixo do patamar de 70%. Em seguida aparece Três Lagoas, onde o etanol foi vendido, em média, a R$ 3,76 e a gasolina a R$ 6,48. A relação entre os dois combustíveis ficou em aproximadamente 58%. Na Capital, a diferença também favorece o etanol. O preço médio encontrado pela ANP foi de R$ 3,78 por litro, contra R$ 6,25 da gasolina comum. Com isso, o etanol corresponde a cerca de 60,5% do preço da gasolina. Pela referência dos 70%, considerando a gasolina a R$ 6,25, o etanol poderia chegar a aproximadamente R$ 4,38 por litro antes de atingir esse limite. O valor médio encontrado nos postos pesquisados em Campo Grande ficou R$ 0,60 abaixo desse patamar. Em Dourados, onde a gasolina comum teve preço médio de R$ 6,70, o etanol custou R$ 4,19. A proporção ficou em 62,5%, também indicando vantagem para o biocombustível pelo critério. A situação é mais apertada em Corumbá, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, onde o etanol foi encontrado, em média, a R$ 4,91, enquanto a gasolina chegou a R$ 7,09. A relação é de aproximadamente 69,3%, a mais próxima do limite entre os municípios pesquisados. No município, 70% do preço médio da gasolina corresponde a cerca de R$ 4,96. Assim, o etanol ficou apenas R$ 0,05 por litro abaixo desse valor de referência. Nesse caso, conhecer o consumo do próprio veículo ganha ainda mais importância para decidir qual combustível oferece melhor custo-benefício. Média nacional – No conjunto de Mato Grosso do Sul, o etanol apresentou preço médio de R$ 3,86 por litro na semana pesquisada. A média nacional ficou em R$ 3,91, diferença de R$ 0,05. A gasolina comum também custou menos no Estado do que na média brasileira. O litro ficou em R$ 6,41 em MS, ante R$ 6,52 no país. Comparando as duas médias estaduais, o etanol corresponde a aproximadamente 60,2% do preço da gasolina em Mato Grosso do Sul, proporção bastante inferior aos 70% usados como referência. No entanto, os valores não representam todos os estabelecimentos das cidades, pois o levantamento semanal da ANP é feito por amostragem. Para o etanol, foram pesquisados 16 postos em Campo Grande, dez em Dourados, seis em Três Lagoas, cinco em Ponta Porã e dois em Corumbá. Como saber se vale a pena – A conta usada como referência consiste em dividir o preço do litro do etanol pelo preço da gasolina e multiplicar o resultado por 100. Se o resultado ficar abaixo de 70%, a tendência é de vantagem para o etanol pelo critério tradicional. Um motorista que conhece o consumo real do próprio veículo, porém, pode fazer uma comparação mais precisa. Isso porque alguns modelos apresentam rendimento com etanol superior ou inferior à proporção considerada pela regra dos 70%. Nesses casos, o custo por quilômetro rodado é a medida mais adequada para descobrir qual combustível pesa menos no bolso. Levantamento – A ANP pesquisou preços do etanol em 39 postos de cinco municípios de Mato Grosso do Sul. A maior amostra foi em Campo Grande, com 16 estabelecimentos, e a menor em Corumbá, com dois. Os demais foram pesquisados em Dourados (10), Três Lagoas (6) e Ponta Porã (5).

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