O escritor sul-mato-grossense e colunista do Campo Grande News , André Alvez, tomou posse na noite de sábado (8) como novo integrante da ASL (Academia Sul-Mato-Grossense de Letras). Ele passa a ocupar a cadeira 28, que pertenceu ao escritor Augusto César Proença, falecido em 2023. Em discurso, André destacou a emoção de fazer parte da instituição e lembrou que passa a dividir espaço com autores que sempre admirou. "Olho ao lado e vejo nomes que para mim são referência, muitos dos quais tenho o prazer da convivência e posso, para meu orgulho, chamar de amigos. Vejo-os como patrimônios de nossa cultura", afirmou. O escritor também disse que não chegou sozinho à Academia. Segundo ele, seus personagens e a própria cidade de Campo Grande fazem parte dessa conquista. "Entram comigo nesta Casa os meus personagens, Vladimir de La Mancha, São Damião, Calixto Azoague, Edward, Natanael, Sofia, a Bruxa da Sapolândia e muitos mais. E, por fim, a minha cidade, a terra do chão vermelho, poeira e barro que estão para sempre colados nos meus pés", declarou. A saudação ao novo acadêmico foi feita pela escritora e professora Lucilene Machado, que definiu André como um "guardião das palavras". Para ela, a obra do escritor transforma o cotidiano e a memória de Mato Grosso do Sul em literatura. O presidente da ASL, Henrique Alberto de Medeiros Filho, afirmou que a posse reconhece uma trajetória construída ao longo dos anos na literatura e na vida cultural do Estado. Nascido em Campo Grande, André Alvez é romancista, cronista, contista, roteirista e palestrante. É pós-graduado em Literatura Brasileira pela UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), presidiu a UBE-MS (União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul) entre 2017 e 2018 e atualmente assina a coluna semanal "Beba das Crônicas", publicada no Campo Grande News. Autor de sete livros, entre romances, contos e crônicas, André tem obras premiadas e publicadas no exterior. Entre os títulos mais conhecidos estão A Bruxa da Sapolândia, O Santo de Cicatriz, Todo Bicho Alado Sente Medo do Vento e, mais recentemente, Flores Azuis Não Vão para o Céu. Fundada em 1971, a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras reúne 40 escritores eleitos para cadeiras vitalícias e tem como missão incentivar a literatura e preservar o patrimônio cultural de Mato Grosso do Sul.

