Mãe abandonada grávida de trigêmeos compra casa após ajuda de Huck

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Quase três anos depois de sua história ganhar repercussão nacional, após ser abandonada grávida de trigêmeos em Mato Grosso do Sul, Verônica Rivarola Leite, de 36 anos, hoje fala sobre a vida em outro cenário: dentro da casa própria, conquistada após a mobilização que começou por aqui e acabou chegando ao apresentador Luciano Huck. Em 2023, a história da moradora de Jardim emocionou leitores depois que ela contou as dificuldades enfrentadas durante a gravidez dos trigêmeos Gabriel, Eloá e Maitê, hoje com 3 anos. Na época, o então namorado desapareceu ao descobrir a gestação e nunca mais procurou as crianças. A repercussão levou Luciano Huck a entrar em contato e criar uma vaquinha online para ajudar Verônica. Depois disso, o apresentador ainda duplicou o valor arrecadado. “O Luciano Huck entrou em contato, fez a vaquinha. Ele duplicou o dinheiro e mandou após o valor arrecadado”, lembra. Segundo ela, a campanha ultrapassou os R$ 350 mil. O dinheiro foi repassado pelo apresentador e virou a realização de um sonho que ela nunca imaginou alcançar. “Eu nem acreditei. Eu nunca acreditei que teria uma casa”, conta. Com o valor, Verônica conseguiu comprar um imóvel em Jardim. “Comprei uma casa com três quartos, sala, cozinha e banheiro.” Ela lembra que a ficha demorou a cair. “Quando eu comprei, enquanto não fechou o negócio, eu não acreditava.” Hoje, a rotina ainda é puxada. Verônica trabalha como atendente em uma padaria da cidade. Durante a semana, o expediente vai das 9h às 15h. Aos sábados, ela trabalha novamente e, aos domingos, entra às 5h da manhã e segue até as 11h. Enquanto trabalha, conta com a rede de apoio da mãe, que ajuda nos cuidados dos trigêmeos desde o nascimento. “Minha mãe é a melhor avó que eu conheço”, resume. Os três nasceram prematuros, com 32 semanas, e passaram quatro meses internados. Na época, além das dificuldades financeiras e emocionais, Verônica também precisou lidar com julgamentos. “Fui muito julgada pelas pessoas da cidade”, desabafa. Segundo ela, muitas vezes a vontade era responder aos comentários, mas a prioridade era permanecer ao lado dos filhos no hospital. “Eu ficava bem triste. Queria responder, mas eu ficava no hospital com eles.” Apesar das dificuldades do início, hoje ela descreve Gabriel, Eloá e Maitê de forma leve. “Só são sapecas, crianças.” Sobre o pai dos trigêmeos, Verônica afirma que a situação praticamente não mudou. Segundo ela, ele apareceu apenas no dia do exame de DNA e nunca mais procurou os filhos. “O pai apareceu no dia de fazer o DNA. Nunca procurou”, afirma. A pensão, segundo Verônica, também está atrasada há cinco meses. “A justiça fala para eu aguardar.” Mesmo assim, ela diz que a vida ganhou estabilidade depois da conquista da casa própria. “Eu penso que, graças a Deus, não pago mais aluguel.” Ao olhar para trás, Verônica ainda se impressiona com a dimensão que a história tomou. “Aqui na minha cidade tem muitas histórias assim. Como eu iria saber que isso tudo iria acontecer comigo?”

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